Resenha/Comentário – Cinquenta Tons Mais Escuros

Depois de uma década de lido, finalmente a resenha da continuação de Cinquenta Tons de cinza.

 
CINQUENTA_TONS_MAIS_ESCUROS Cinquenta Tons Mais Escuros (50tons#2)
EL James – Intrínseca – Pág 512

“Assustada com os segredos obscuros do belo e atormentado Christian Grey, Ana Steele põe um ponto final em seu relacionamento com o jovem empresário e concentra-se em sua nova carreira, numa editora de livros.  Mas o desejo por Grey domina cada pensamento de Ana e, quando ele propõe um novo acordo, ela não consegue resistir. Em pouco tempo, Ana descobre mais sobre o angustiante passado de seu amargurado e dominador parceiro do que jamais imaginou ser possível. Enquanto Christian tenta se livrar de seus demônios interiores, Ana se vê diante da decisão mais importante da sua vida.”

Depois de ter ficado traumatizada com 50 Tons (Sim, eu não gostei dele logo que li, e é comparado aos outros 2 é péssimo), demorei cerca de 3 meses pra pegar para ler esse livro. E juro, é ótimo! Quem desistiu no primeiro respire fundo e pegue o segundo.

O problema da série é que ela foi vendida como se foce pornografia, e no fim não é exatamente isso. O livro tem sim cenas pesadas, mas o foco dele muito dificilmente é isso. A coisa toda é bem mais o psicológico da relação de Christian e Ana e dos problemas dessa relação. O que um espera do outro, e os “limites rígidos” de cada um.

E é bem isso que vamos ver em Cinquenta Tons Mais Escuros, Christian percebe que Ana é mais importante para ele que seus limites, suas regras e seu controle. Mas ele poderá se livrar de seu passado? E mais ainda, de seus 50 tons?
Conhecemos algumas de suas ex-subs, e a relação que ele tem com elas. Entendemos mais como e porque Christian é assim e até onde vai a gravidade das marcas que ficaram nele.

No livro é abordada a relação que Christian teve com Elena (Msr. Robson) e como é a relação entre eles ainda.  Como foi a infância de Christian e porque ele é tão fechado e porque acha que não merece o amor da família, de Ana e até de si mesmo. E isso é mostrado logo no prologo do livro que foi é logo muito emocionante e mostra a mudança do tom do livro 1 para esse.

[!Spoilers!]Algumas cenas se destacam muito no livro, e não to falando (só) das sexuais: A cena que mais gostei no livro é o choque de Christian quando acha que vai perder Ana de novo. E também quando encontra Leila com Ana, e como ele cuida dela. Juro que entendi muuuuiiiitttooo o ciumes dela. E claro não posso deixar de falar de como quase morri do coração quando o Charlie Tango cai. E dos últimos capítulos do livro quando Elena é desmascarada pela Senhora Grey!

Tenho de comentar o quanto gostei também do emprego da Ana! Ela é assistente do editor, e futuramente editora, de uma editora de livros! Pra quem me conhece sabe que é o meu sonho de emprego! Outra coisa que gosto de ressaltar é como esse livro é mais rico em conteúdo, um pouco mais é, principalmente nas partes onde são sitadas musicas quanto na citação de livros e trechos de outros livros.

Mudando o rumo da conversa gostaria de comentar e esclarecer (até onde eu já entendi né) o fato de Cinquenta Tons ter começado como uma FanFic. Para quem não sabe FanFic é uma historia escrita por um fã baseada em um livro, filme, série que ele gosta. Muitas, como a de E L James, fogem e muito do original. Já outras são continuações de histórias (Como é o que eu escrevo em “Não Tão Breve”). Cinquenta Tons começou como uma fanfic de Crepúsculo com o nome de “Masters of The Universe” (Diga-se de passagem: Que titulo não?), onde Bella era uma estudante de Jornalismo e Edward um playboy charmoso. Resumidamente Bella era Ana e Edward, Christia. E a fanfic tinha todo o apelo sexual que a série tem. E como algo publicado na internet foi comprado e vendido pela editora? Por comunicações oficiais as historias tem um fundo parecido porém são completamente distintas. Já, pelo que dizem as más-línguas, 89% da obra publicada é igual a fanfic escrita por E. L. James.

 
Aproveitando pra mostrar as peças de 50 tons da minha coleção de “coisas” de livros:
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Em fim pra quem não gostou do primeiro livro, vá ler o segundo. Garanto é bem, aliais é muito, melhor!

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Resenha/Comentário – Dezesseis Luas

Enrolei um pouco pra fazer a resenha desse livro pra aproveitar e falar da adaptação cinematográfica, e no fim acabei me enrolando e atrasando por causa da vida corrida. Mas mesmo assim, aqui vai o que achei do Livro e do Filme.

BEAUTIFUL_CREATURESDezesseis Luas (Caster Chronicles/ Beautiful Creatures #1)
Kami Garcia, Margaret Stohl
Galera Record – 490Pág

Ethan é um garoto normal de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos e totalmente atormentado por sonhos, ou melhor, pesadelos com uma garota que ele nunca conheceu. Até que ela aparece… Lena Duchannes é uma adolescente que luta para esconder seus poderes e uma maldição que assombra sua família há gerações. Mais que um romance entre eles, há um segredo decisivo que pode vir à tona. “

“Eu tinha 16 anos, estava me apaixonando por uma garota que não existia e estava ficando louco” – pag 13

“Homens. Vocês pensam que são o centro do universo. Talvez eu apenas goste daquele livro.” – Pag 96
“A história era uma merda às vezes.  A ente não pode mudar de onde é.  Mas ainda assim a gente não precisa ficar lá. A gente não precisa ficar preso ao passado (…)” – Pág 197

“É louco o que você vê quando não se está olhando.” – Pág 485

Em Gatlin todos se conhecem, todos são patriotas, antiquados, religiosos, pacata e normalmente chatos. Ou era isso que Ethan Wate achava até conhecer Lena.  Ethan perdeu a mãe em um acidente de carro, e o pai, pela perda da mãe, passa mais tempo em seu escritório que com o filho ou qualquer outra pessoa. Amma é quem cuida deles agora, como uma mãe. Ethan tem estranhos sonhos com uma garota, uma garota que ele nunca viu, até o rabecão preto do recluso da cidade deixar uma estranha garota na escola. Porém ele nem sabe o quão estranhas as coisas ainda vão ficar ao chegar perto dela.

O livro é muito complexo as vezes, pois somos apresentados a todo o mundo de Lena e dos conjuradores em meio ao romance dela com Ethan e a própria historia da cidade de Gatlin, além do fato de que Lena será escolhida pela Luz ou pelas Trevas em seu próximo aniversario. É um livro denso com muita informação para assimilar, porém de leitura fluida e rápida o tipico romance impossível e fantástico  Lena não é a garotinha fragil e bobinha que eu esperava encontrar nesse livro. Pelo contrario ela é muito irônica e as vezes até malvada com Ethan, e, a meu ver, ela foi muito bem interpretada no filme. Ethan… ah, ele já é um cavalheiro até bobo as vezes, mas ao longo do livro mostra o quanto é forte.  Gostei muito da questão tratada no livro em relação a como Lena é tratada pelas pessoas da cidade e como Ethan se esforça para não trata-la como os demais moradores da cidade. Como Ethan não quer ser mais uma das pessoas que moram em Gatlin e jugam Lena pela aparência e pelo que ouviram falar de seu tio.

Quanto ao filme, juro que gostei muito da adaptação, porém é claro mudaram bastante as coisas. Cortaram uma das cenas que eu mais gostava que era quando Ethan invade o escritório do pai, pra mim é a cena que mais mostra a força de Ethan. Também cortaram a música de Lena.  Não foi adaptada a comunicação por pensamento entre Lena e Ethan. O fato de Lena simplesmente ler o livro todo sozinha e Ethan ficar esperando. E claro a data do aniversario de Lena que foi alterada no filme.

Mas mesmo com tudo isso eu amei o filme, ficou maravilhoso, como filme. Adorei as cenas com o Mason, o quarto da Lena todo escrito (*—–*”) e a cena psicodélica de Ethan ficando louco tentando chegar a Ravenwood encantada por Mason. E mesmo tendo lido criticas sobre os efeitos especiais do filme, eu gostei muito da cena da mesa, da casa do Mason, dos efeitos dos olhos…

A série é composta por 4 livros, 3 já foram lançados aqui no Brasil, e até o momento ao que tudo indica Dezessete Luas (Beautiful Darkness) também vai virar filme. Só pra constar tenho que contar as 2 coisas que me fizeram ler esse livro. 1ª Florence and The Machine no Trailer! Ah, foi pedir para ser lido! Além claro da linda arte que se tornou o portão de Ravenwood. Espero em breve ler o próximo!

Resenha/Comentário – Sangue Quente

Nunca havia lido qualquer livro de zumbis, e mesmo com as criticas que ouvi de apaixonados por zumbis nojentos sobre esse livro fiquei com mais vontade de lê-lo ainda. E aqui vai o que achei dele.

SANGUE_QUENTESangue Quente – Isaac Marion
Leya – Pág256

R é um jovem vivendo uma crise existencial – ele é um zumbi. Perambula por uma América destruída pela guerra, colapso social e a fome voraz de seus companheiros mortos-vivos, mas ele busca mais do que sangue e cérebros. Ele consegue pronunciar apenas algumas sílabas, mas ele é profundo, cheio de pensamentos e saudade. Não tem recordações, nem identidade, nem pulso, mas ele tem sonhos. Após vivenciar as memórias de um adolescente enquanto devorava seu cérebro, R faz uma escolha inesperada, que começa com uma relação tensa, desajeitada e estranhamente doce com a namorada de sua vítima. Julie é uma explosão de cores na paisagem triste e cinzenta que envolve a “vida” de R e sua decisão de protegê-la irá transformar não só ele, mas também seus companheiros mortos-vivos, e talvez o mundo inteiro. Assustador, engraçado e surpreendentemente comovente, Sangue Quente fala sobre estar vivo, estando morto, e a tênue linha que os separa.

“Quando você chega ao fim do mundo, não importa muito que caminho pegou para chegar lá.” – Pág 16
“Todas as merdas que as pessoas fazem com elas mesmas… pode ser tudo por causa da mesma coisa, sabia? Apenas um jeito de afogar a própria voz.  Matar suas memórias sem ter de se matar.” – Pág 69
“O mundo sempre foi o mesmo, depende de você saber o que fará nele.” – Pág 123
“[…] quando se tem um peso destes na vida, ou você começa a ver as coisas de uma nova perspectiva, ou simplesmente afunda.” – Pág 185
“Mas que coisa maravilhosa não começou sendo assustadora?” – Pág 244

O livro é todo narrado por R, sim pelo zumbi, e é incrível pois ele fala muito pouco mas pensa muito profundamente principalmente sobre a vida, sobre estar vivo.  R não se lembra de nada sobre sua vida antes de se tornar zumbi, só lembra a primeira letra de seu nome. Os zumbis de Marion quando se alimentam de cérebros conseguem “ver” as memorias da pessoa que mataram. E é assim que R conhece Julie. Em um ataque R mata Perry, namorado de Julie, e ao ver as memorias de Perry ele sente um enorme carinho por Julie, e vontade de protege-la, salvando-a do ataque.

Ao longo do livro não vemos memorias de R, vemos as memorias de Perry, como ele era e quem ele se tornou, o que o cenário pós apocalíptico zumbi fez com ele, como desconstruiu seu sonhos até matar suas esperanças. Em contra partida conhecemos Julie pelos olhos de Perry, e aos poucos pelos de R, que se apaixona por Julie.

O livro é realmente muito lindo, juro que me impressionei muito com a historia com o ponto de vista, os questionamentos. O livro também faz referencias lindas a musicas antigas, R coleciona vinis, por achar o som mais “vivo” e muitas vezes se expressa pela musica. O livro também tem um ótimo toque de humor, porém por vezes utiliza-se de linguagem chula, mas nada que comprometa verdadeiramente a narrativa.

O filme inspirado no livro foi lançado no inicio de Fevereiro. Sobre a adaptação o que mais me irritou foi o titulo dado aqui no Brasil, enquanto nos EUA o filme foi lançado como mesmo titulo do livro (Warm Blood) aqui o titulo foi traduzido para “Meu namorado é um zumbi”. Sério isso é jogar bilheteria fora, pra mim isso já eliminou metade das pessoas que talvez focem ver o filme, sem nunca ter ouvido falar do livro.

Mas em fim o filme mantem o humor do livro, o tipo de linguagem, e no geral a história. Porém reduz muito da participação de Perry na narrativa, cortando assim muito do que o livro fala, toda a questão existencial que eu achei muito linda no livro. Não fica claro no filme também quem são os Ossudos (Bones), o que fica bem mais claro no livro.  E essa cena do livro junto com a de R no quarto da Julie lendo a musica Imagine me magoarão muito ao serem cortadas. Além claro de Perry não ter sido nada, e a mãe de Julie apenas uma citação.

O filme focou muito no romance de Julie e R, o que ficou muito legal na tela, mas cortou muito da historia de zumbi por trás desse romance.  Além de cortar a questão existencial que a historia passa tão lindamente no livro. O livro é relativamente curto em questão de páginas, e a adaptação ficou boa, porém poderia ter sido melhor, e ter abrangido um publico maior se a adaptação não tivesse apenas um foco.

Na questão existencial o livro me lembrou muito o livro A Hospedeira. Sangue Quente fala sobre a própria questão de vida e o significado dela já  A Hospedeira fala muito da questão de alma  [Leia mais aqui]. Porém ambas as obras se aproximam muito. Lembrando que o filme A Hospedeira chega as telonas no final do mês (29/03/2013).

No geral? O filme é muito legal, não é tão completo quanto o livro mas vale a pena ver. Porém o livro… esse é realmente de mais. Não que eu tenha me afeiçoado por zumbis depois de lê-lo, mas me afeiçoei muito por R e Perry além do próprio autor Isaac Marion, do qual estou realmente curiosa para ler outros livros.

Resenha/Comentário – Sombra

Depois de umas férias do blog finalmente a ultima resenha dos livros que comprei na Bienal, a continuação de Escuridão, Sombra.

SOMBRA Sombra (My Land #2)
 Elena P. Melodia – Suma – 340 pág

“Alma tenta, mas não consegue escapar de uma excursão da escola. Ao comparecer a uma exposição de fotografias com a turma, vê o retrato de uma menina idêntica a ela. Como pode uma sósia ser idêntica em TUDO até nas roupas? Morgan, seu melhor amigo, está desaparecido, mas colegas e família parecem não se dar conta. Seu comportamento é bastante estranho. Quando reaparece, ele marca um encontro com Alma num esconderijo subterrâneo debaixo de um velho aqueduto. O que ele quer contar a ela? Teria algo a ver com os assassinatos que ocorrem na cidade? E com as vozes na cabeça de Alma? E seriam todos estes mistérios indícios de algo ainda mais surpreendente sobre a própria origem de Alma e Morgan?”

“Quanta força tem um olhar, mesmo vazio?” -Pág 11

“Acho que nos dão um inicio, um ponto de partida. Dai em diante, a escolha é nossa. Tudo está em nossas mãos. A sorte e o azar estão ligados ao modo como agimos(…)” – Pág 137

“Interpretações geram expectativas, que por sua vez geram desilusão.” – Pág 287

Se o clima já era sombrio em  “Escuridão”, “Sombra” não se mostra nada menos sombrio. Logo no começo do livro Alma descobre uma garota idêntica a ela, uma “sósia”, porém não é apenas uma sósia. Ela continua a escrever assassinatos e mais que isso agora ela acaba por presencia-los.  Ao procurar o fotografo de sua sósia ela descobre que ela também tinha problemas.

Nunca tinha encontrado uma personagem com o meu nome, e nesse livro fiquei espantada quando li “Larissa” nas paginas do livro. Porém, é… não digo que gostei muito dela não. Larissa é a “sósia” de Alma filha do fotografo e que esconde um grande mistério.  Os mistérios ficam mais  “claros” nesse livro e entendemos o porque de no nome da série ser My Land.

Nesse livro Elena continua com a característica que mais gostei nela, não sei bem como descrever isso mas ela aborda assuntos reais, diria até curiosidades, coisas que tornam o livro mais enriquecedor culturalmente. Nesse livro ela fala sobre a memoria da água (uma propriedade, da mesma, usada em homeopatia) além da questão sobre a ligação entre irmãos gêmeos.  Além de falar sobre a vida em uma instituição para menores continuando o ocorrido com Agata no livro anterior, também continua a abordar o ocorrido com Naomi. Em fim ela continua a abordar assuntos fora do universo fantasioso.

Tenho de comentar do triangulo amoroso que se forma nesse livro, no inicio juro que gostava do Morgan mas mais pro fim do livro fui pegando raiva dele e comecei agostar do Adam. A relação entre os 3 também é um ponto alto do livro por ser uma relação bem complicada, sendo que Alma descobre ter muito em comum com Morgam mas ao mesmo tempo se sente ligada a Adam mesmo com tudo o que aconteceu no livro anterior.

O 3 livro da série “Luz” (“Luce” – Em Italiano) foi lançado no Brasil no finzinho de Janeiro.

Capa Luz.“Alma está em um quarto de hospital momentaneamente sem memória. Logo, porém, outros não vão se lembrar dela também: sua família, seus amigos, todos, exceto Adam. De volta em casa, agora querem descobrir o que aconteceu com Morgan. Como tornar-se completamente humana? E quem escolher, Adam ou Morgan?”

Esse ai da capa é o Adam? Não gosti não… vou continuar com o da minha imaginação. Mas gostei muito do efeito de água nesse livro tem bem haver com a historia, porém no geral as capas dessa série não são as mais bonitas. Então não julgue um livro pela capa porque vale muito a pena conhecer essa série, aguardo ansiosamente para ler “Luz”.

Resenha/Comentário – A Esperança

Continuando a falar da série Jogos Vorazes hoje vou resenhar/comentar o terceiro livro da série, A Esperança.

A Esperança – Suzanne Collins
 Rocco – 421Pág

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. 
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. 
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? 
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

 

A 75ª Edição dos Hunger Games foi interrompida, porém dessa vez não pela Panem e sim pelo Distrito 13.  Agora a guerra foi declarada e a Panem quer destruir cada distrito que se alia ao distrito 13.  Katniss tornou-se o simbolo da resistência, o Mockingjay, porém Katniss nunca foi carismática nunca foi um simbolo e se foi era por ter Peeta ao seu lado.  Mas agora Peeta está nas mãos da Panem enquanto Katniss está nas mãos do Distrito 13, e ambos no meio da guerra.

Essa série me surpreendeu muito desde o primeiro livro,  e com A Esperança não foi diferente. Nesse livro vemos a verdadeira guerra, e que nem sempre os lados opostos de uma guerra são realmente diferentes. Juro ao final do livro eu não gostava nem do Distrito 13 nem da Panem, não sei se esse era o objetivo da Suzanne mas foi o que me causou.

Se alguém até esse livro não havia percebido a fortíssima critica social que a série carrega, Collins deixa-a obvia ao explicar a estrutura da Sociedade (E explicar o nome “Panem”, do “Estado”) e finalmente sitando que a mesma é uma antiga politica chamada “Pão e Circo” (Panem at Circense).

Eu nunca fui fã do Gale, nunca mesmo, e nesse livro eu confirmo minhas suspeitas de que ele é um cara rancoroso e que acaba por gostar da guerra por ser uma forma de se vingar de tudo que a Panem fez a ele.  No primeiro livro Katniss e ele eram muito parecidos, ela também tinha ódio da Panem e queria vingança porém ao ver os dois lados ao conhecer o Capitol e mais que isso ao conhecer Peeta ela muda. E isso vai influenciar conclusão da série.

Quanto ao dito final, juro que fiquei um pouco decepcionada, não que não tenha gostado, esse tem toda a carga dramática  que eu esperava de uma série forte como essa. E juro que se foce diferente talvez tivesse me decepcionado com Katniss e até com a própria Suzanne Collins, porém eu adoro romances e sempre fico triste com finais por serem finais, por não nos deixarem mais ver o que acontece depois que a guerra acaba.

Tem como ler essa série  inteira e não querer o broxe do Mockingjay (Tordo) ? Obvio que foi uma das primeiras coisas que eu fui procurar depois de ler a série. E essa é a grande parte boa de uma série virar “modinha” é muito fácil achar coisas dela ;D~

Adquiri uma réplica do broxe na Lily Acessorios, além de produtos dos Jogos Vorazes eles trabalham também (e principalmente) com produtos de Harry Potter. Então pra quem estava procurando uma loja confiável,e que trabalhe com produtos de qualidade, eu não tive problemas em receber meu bottom.

Quanto a adaptação cinematografia de A Esperança, essa será dividida em 2 partes (Virou moda né??): A Esperança: Parte 1 tem estreia prevista para 21 de novembro de 2014 e A Esperança: Parte 2 para 20 de novembro de 2015.  Por um lado eu até gosto dessa divisão porque dá pra aproveitar bem o livro e teoricamente as adaptações ficam bem melhores com um tempo maior. Teoricamente, porque as vezes tempo de mais significa enrolação de mais na tela e no livro um ritmo mais lento significa monólogos internos dos personagens porém isso não é passado para a tela. Eu particularmente não gosto dessas divisões pela distancia de 1 ano entre uma parte e outra! Eu já devorei os livros e agora me fazem esperar até 2015 pra ver toda a série na telona! u.u” E outra coisa, até 2015 os tempos serão outros, as pessoas serão outras.  Espero apenas que os 4 filmes da série sejam tão bons quanto os livros, e consigam passar o que a Suzanne passa em seus livros, para que quem ainda não tenha lido os livros o faça porque vale muito a pena.

Resenha/Comentário – Silêncio

Para quem estava com saudade dos anjos, a resenha da minha outra aquisição na Bienal, Silêncio o terceiro livro da série Sussurro que conheci na minha primeira Bienal.
 Silêncio – Becca Fitzpatrick
 Intrínseca – 301 pág.

 Nora Grey não consegue se lembrar dos últimos cinco meses. Depois do choque inicial de acordar em um cemitério e descobrir que ficou desaparecida por semanas, ela precisa retomar sua rotina, voltar à escola, reencontrar a melhor amiga, Vee, e ainda aprender a conviver com o novo namorado da mãe. Em meio a tudo isso, Nora é assombrada por constantes pensamentos com a cor preta, que surge em sua mente nos momentos mais improváveis e parece conversar com ela. Alucinações, visões de anjos, criaturas sobrenaturais. Aparentemente, nada disso tem a ver com sua antiga vida. A sensação é de que parte dela se perdeu. É então que o caminho de Nora cruza o de um sexy desconhecido, a quem ela se sente estranhamente ligada. Ele parece saber todas as respostas… e também o caminho até o coração de Nora. Cada minuto a seu lado confirma isso, até que Nora se dá conta de que pode estar apaixonada.
A verdade é assustadora, mas a ignorância é paralisante.” – 171 pág
Acho que não entende o que eu seria capaz de fazer para mantê-la aqui comigo“-182 pág
Sei que faria qualquer coisa por você, mesmo que para isso tivesse que agir contra meus instintos e minha natureza. Abriria mão de tudo que tenho,até da minha alma, por você. Se isso não é amor, é o melhor que tenho para oferecer.” – 239 pág
Não tem como saber. A única coisa que você pode ter nesse momento é fé.” – 287 pág

Fazia mais de um ano desde que li Crescendo, então realmente tive de ir dar uma olhada nele e no Sussurro para relembrar a historia. E bom no fim me senti um pouco como a Nora, sem memória dos últimos livros porém logo foi tudo clareando.

Não sei se é falta de experiencia ou outra coisa, mas série de anjos sempre são até muito bem elaboradas pra mim. E sussurro é meio que o meu xodó quando se fala de série de anjos , por ser a primeira do gênero que li.

Nesse livro saímos quase que da estaca zero pois Nora não se lembra dos últimos 5 meses se sua vida (os últimos 2 livros) , e ao mesmo tempo que ela não se lembra a batalha entre anjos caídos e nefilins continua acontecendo a sua volta. E se o final de Crescendo foi frustrante  (Pra mim foi, o raiva que eu fiquei! Queria logo esse…), só vamos entender o que realmente aconteceu no parque de diversões quase que no fim de Silêncio. Acho que nesse livro finalmente da pra notar que Patch cede ao seu amor por Nora, o que até o final do ultimo livro ele ainda insistia em resistir. Também conhecemos mais sobre Patch, pra pra mim por mais que tente entende-lo ele ainda é um ponto de interrogação Patch é sem duvida um dos personagens mais enigmáticos de todas as séries que estou lendo (Levando em consideração séries que já passamos do 2º livro), ficando realmente muito empatado com alguns da série Fallen.

O ponto alto da historia é quando Nora começa a se lembrar de tudo, e aos poucos ela vai lembrando que não é só uma garota normal e sim que é a filha de um nefilim e agora as coisas estão mais complicadas pois ela terá de fazer escolhas que poderão mudar seu destino e marcar para sempre sua alma. Patch que já abrira mão de tudo para salvar Nora não imagina que teria de abrir mão de muito mais para poder continuar com ela.

O 4º e ultimo livro da série, Finale ( Final – Tradução Livre), tem previsão de lançamento nos EUA para 23 de Outubro de 2012.  Aqui no Brasil provavelmente no final do 1º semestre de 2013.

Aguardo ansiosamente por Finale, segundo Becca esse será o maior livro da série. Estou realmente intrigada com o rumo que a historia vai tomar, pois no geral, Silêncio já deixa dois rumos a serem tomados em Finale, só me resta saber qual Becca irá aproveitar, e se no final Nora e Patch vão ter um lugar para ficarem juntos.

Livros Anteriores:

 

Aproveitando o tema anjos, deixa eu mostrar mais uma aquisição dos meus xodós inspirados em livros:

Linda né? Estava louca por uma jaqueta com asas a tempos (Na verdade desde o 1º livro sobre anjos) dai acabei fazendo essa. ^^
Até a próxima.

Resenha/Comentário – Em Chamas

Continuando as resenhas da série Jogos Vorazes. Li todos quase que continuamente, porém estou intercalando suas resenhas com os que li mais atualmente.
  Em Chamas – Suzanne Collins
  Rocco – 423 Pág

 Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações nos distritos dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos – incluindo o próprio Peeta – acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menos do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos – transformados em verdadeiros ídolos nacionais – podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.

 

Jogos Vorazes termina com Katniss e Peeta voltando como vitoriosos do 74º Hunger Games, porém a dupla vitória na arena não foi bem aceita pela Panem. E embora Peeta e Katniss desejem voltar para casa e para suas vidas no Distrito12, muita coisa mudou enquanto eles estavam na Arena, neles e em suas vidas.  Peeta e Katniss agora são o casalzinho favorito do Capitol e são obrigados a manter a faxada dos “Amantes Desafortunados” durante o tour da Vitoria que passa por todos os Distritos. Porém ao desafiar a Panem, obrigando-os a declarar 2 vitoriosos, não esperavam colocar suas famílias, e todos os Distritos em risco.  E agora nem mesmo os vitoriosos estão a salvo dos Hunger Games.

 

Quando terminou o filme naquela linda viagem de trem de volta ao Distrito 12, eu juro que fiquei curiosa pensado “E agora? A sequencia vai ser outros personagens outros jogos?”, e acabei lendo mais por essa curiosidade que por qualquer outra coisa.

Nesse livro vemos mais como a Panem funciona, como ela controla os distritos com fome e violência e como mantem o povo do Capitol controlado, como bonequinhos sem cérebro.  Durante o tour da vitória a violência está sempre presente nos distritos, tornando as aparições de Peeta e Katniss grandes eventos transmitidos para o povo da Capitol mas momentos de tensão nos distritos. Após desafiar a Panem, Katniss se tornou o simbolo da resistência, e agora a Panem reforça ainda mais o cerco em cima dos Distritos. E em um golpe, a fim de acabar com os ditos “sobreviventes”, na 75ª edição dos Hunger Games os tributos serão escolhidos entre os vitoriosos provando que ninguém está a salvo. Assim os “Desafortunados Amantes do Distrito 12” estão de volta a arena e dessa vez correm contra o tempo.

É fácil fazer um comparativo sobre os cidadãos da Capitol e a nossa própria sociedade, e realmente pensar sobre as regalias que temos e quantos não passam fome para temos nossos superfuos. Um dos trechos do livro que mais mostra isso é quando Peeta e Katniss vão a uma festa no Capitol onde as pessoas comem até não conseguirem mais, e após vomitam apenas para tornarem a comer mais.  Nesse ponto você começa aperceber que o livro é muito mais uma critica social que apenas mais um romance.

Um outro ponto que achei interessante no livro é como Suzanne mostra a questão da experiencia pós traumática vivida por Katniss, onde ela não consegue ter um sono tranquilo por ainda reviver sua experiencia na arena. O que ela mostra no livro é muito parecido com o relatado por soldados quando voltam da guerra, achei um ponto muito interessante abordado.

O romance de Katniss por Peeta começa a dar sinais lindos e claros, atenção para o dia antes de eles voltarem a arena é realmente uma das minhas partes favoritas, e a que fez esse ser o meu livro favorito da série.

O segundo filme da série tem estreia prevista para 23 de novembro de 2013, deverá ser filmado na primavera deste ano nos Estados Unidos. Foram divulgados alguns dos atores que faram os vencedores/tributos da 75ª Edição dos Hunger Games, bem como outros personagens que terão uma participação mais forte no ultimo filme da série [aqui].

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